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         Sarah          Ben Mansour Interview

Written and translated by Mariana Oliveira, Bernardo Caldas, David Marta and Tomás Barejo

Interview conducted by Maria Calado, João Rosa, Joana Prates and João Teodoro

This is our second digital-only interview: Sarah Ben Mansour talks with Coffee Time News sharing her experiences in the airline industry and what she has learned throughout her life.  This former Olympic-level Alpine skier also brings her unique perspective having roots in both Morocco and Belgium. Make sure to check it out.

A picture of Sarah Mansour
A picture of Sarah Mansour looking out of a plane

Coffee Time News

Listen to a reading of this interview in EnglishConcha Simões
00:00 / 18:32
Oiça uma leitura desta entrevista em PortuguêsConstança Pereira
00:00 / 20:48

Sarah Ben Mansour discusses her long career working with the public and how society, culture and people’s behavior have changed over the years, especially after the Covid pandemic. 

 

Her insights covers the good and bad that, we, as people have to offer one another.  Her observations come from dealing with people from all over the world and her words of wisdom may seem simple to grasp, but unfortunately most do not follow them and the consequences have been a breakdown in civility that at times can result in embarrassing or even dangerous situations. 

 

What seems to be lacking is how people don’t realize how much a little gesture or a simple thank you can make another person’s day so much better.  Please take the time to read Sarah’s interview which was a special one for both her and the student-journalists who participated in it.    

Sarah Ben Mansour fala sobre a sua longa carreira a trabalhar com o público e como a sociedade, os comportamentos, e as culturas das pessoas têm mudado ao longo dos anos, especialmente depois da pandemia do Covid.

 

O seu conhecimento cobre o bem e o mal que nós, como pessoas, temos a oferecer uns aos outros. As suas observações vêm de lidar com pessoas de todo o mundo e as suas palavras sábias parecem ser fáceis de compreender, mas infelizmente a maioria das pessoas não as percebem e as consequências têm sido um colapso na civilidade que às vezes pode resultar em situações embaraçosas ou até mesmo perigosas.

 

O que parece faltar é que as pessoas não percebem o quanto um pequeno gesto como por exemplo um "obrigado" pode mudar o dia de uma pessoa. Por favor, leia a entrevista de Sarah que foi muito especial para ela e para os estudantes jornalistas que nela participaram. 

1.  Maria Calado:  How would you describe yourself when you were seventeen?

Also, as a teen were you thinking about going into the airline industry?

 

Sarah Ben Mansour:  Let me start, when I was seventeen, I wasn’t part of any airline industry or thinking about it because I was doing something very different.  I was just a student, just like you guys and I was skiing, so I was doing alpine skiing and I was doing competitions and a lot of training and I was in the national team, etc.  My life was totally different and at that moment at seventeen I was thinking about doing more like a skiing career and also maybe later on doing something on that path, like being a skiing instructor or something like that and being in the mountains the whole time.  That was my view, but also like having a proper education was also in my mind like doing both of them, like if I could doing both of them.  Things have changed and the airline industry … I was passionate about it like at a younger age, but since my life was on another path, I forgot about it, but then later on it came back on my path.  That’s it… a little bit.

Maria Calado:  Como é que se descreveria a si mesma quando tinha dezassete anos? Quando era uma adolescente, pensava em trabalhar na indústria aérea?

Sarah Ben Mansour: Bem, quando eu tinha dezassete anos, eu não fazia parte de nenhuma indústria aérea porque eu estava a fazer algo muito diferente. Eu era apenas uma estudante, tal como vocês e eu praticava esqui alpino, participava em competições e treinava muito. Eu estava na equipa nacional.

 A minha vida era completamente diferente e quando tinha dezassete anos pensava em fazer algo nesse caminho, como ser uma instrutora/professora de esqui ou algo assim e estar nas montanhas o tempo todo. Isso era a minha ideia, mas uma educação adequada também estava na minha mente, se eu conseguisse fazer ambas. Eu era apaixonada por isso numa idade mais jovem, mas como a minha vida estava noutro caminho, eu esqueci-me disso, mas mais tarde voltou para o meu caminho.

 

2.   Maria Calado:  If you weren’t a flight attendant, what do you think you would be doing now? 

 

Sarah Ben Mansour:  Since I studied communications, languages and those kinds of things, I would be more in media production.  I was always interested in that, but since I got back into the airlines and the aviation industry, I kind of let that go.

 

Maria Calado:  Se você não fosse uma hospedeira de bordo, o que é que você acha que estaria a fazer agora?

 

Sarah Ben Mansour:  Como eu estudei comunicação, línguas e outras coisas assim, eu poderia estar na área de produção de média, sempre estive interessada nessa área.   Mas como eu voltei para a área de aviação, eu deixei isso ir.

 

3.   Maria Calado:  Which moments in life bring you the most happiness and which moments frustrate you the most?

Sarah Ben Mansour:  Being in the airline industry, I have great happiness… you meet a lot of new people from a lot of different regions of the world and you also go to a lot of new regions.  I think for me that’s the most important thing that happens, because you learn a lot travelling and meet new people having different views of the world.  I think for me this brings me the greatest happiness.  I think for me the most frustrating moments are the moments that happen to you that are not fair.  For me, something that is not fair is the most frustrating thing.

Maria Calado:  Quais são os momentos da vida que lhe trazem mais felicidade e quais são os momentos que mais lhe frustram?

Sarah Ben Mansour:  Estar na indústria de aviação faz me feliz, conheces muitas pessoas novas, de muitas regiões do mundo, e podes também ir para diferentes regiões do mundo.  E isto para mim é o mais importante, porque tu aprendes muito ao viajares, e vês o mundo de formas diferentes. E é assim que me sinto feliz.  Eu acho que para mim os momentos mais frustrantes são os momentos que acontecem contigo que não são justos.  Para mim alguma coisa que não seja justa é a coisa mais frustrante.  

4.  Maria Calado:  You are Belgian-Moroccan.  What is great being Belgian and what is great about being Moroccan?

Sarah Ben Mansour:  I love both of them.  I love being Belgian and I love being Moroccan.  I feel I am both of them.  My mom is from Tangiers, in the north of Morocco and my dad is from Belgium.  For me, it’s like I am something more, because I have both cultures, which is more than someone who has one culture.  For me, it is only a win-win situation.  I already have two or three languages that I started with by just being born in two cultures.  Also, I had the chance to travel since I was a little girl.  I really love that.  I think I made the right choices taking the best from two cultures.  I am really happy about that. 

Maria Calado:  Você é belga e marroquina.  O que é ótimo em ser belga e também marroquina?

Sarah Ben Mansour:  Eu amo os dois países, eu adoro ser belga, e também ser marroquina, eu sinto que sou dos dois países!  A minha mãe é de Tânger no norte de Marrocos e o meu pai é da Bélgica.  Para mim é como eu fosse algo mais que isso, porque eu tenho as duas culturas, o que é mais do que alguém que só tem uma cultura.  Para mim é apenas uma situação em que saio sempre a ganhar.  Eu já tenho duas ou três línguas que comecei a falar desde pequena, por apenas ter nascido em duas culturas.  Eu também tive a oportunidade de viajar desde que era uma pequena menina.  Eu adoro mesmo isso.  Eu acho que fiz as escolhas certas tirando o melhor de ambas as culturas.  Eu estou mesmo feliz com isso. 

 

5. João Teodoro: With Covid, have you had to do a lot of special workshops or training to deal with it?

 

Sarah Ben Mansour: With Covid, I did some extra courses, like specifically how we were going to organize our work with Covid and what we were going to do and how we were going to use masks and how we were going to treat people.  For everyone, it was a big change.  We had some special course.  The rest always involves a little bit our feelings.  For example, we did the first flight with Covid and you didn’t know what was going to happen, but you learn how to treat people.  You see immediately that some people don’t want to wear masks, but you have to tell them again and again and again.  It’s a bit annoying, but it’s part of the work and it’s like this we try to manage to let the people be as comfortable as possible while travelling, but also for us, that we didn’t endanger ourselves because for example, for myself, I had Covid due to my work it’s really a risk to work in a small environment.  So, an airplane is really small and with a lot of people, so I was flying on the long-haul flights … I was flying to the United States, to Washington, and on my way back, I got Covid, so I probably got it while working.  Three hundred people on one aircraft is really a lot of people, so there’s a good chance that if someone is infected that you will get infected as well, but then there are always risks, but what can you do?  It’s a risk that you take when you do this job.  Our workshops are to keep us all on the same page, so everyone is aware of what we’re doing and how we’re treating our passengers. 

 

João Teodoro: Com o Covid, você teve que fazer um monte de workshops ou treino especial para lidar com ele?

 

Sarah Ben Mansour: Com o Covid, eu fiz uns cursos extra, tipo especialmente como iríamos organizar o nosso trabalho com o Covid e o que iríamos fazer e como  iríamos usar as máscaras e como iríamos tratar as pessoas.  Para todos, foi uma grande mudança. Nós tínhamos cursos especiais. O resto envolve sempre um pouco dos nossos sentimentos. Por exemplo, nós fizemos o nosso primeiro voo com o Covid e tu não sabias o que iria acontecer, mas tu aprendes como tratar das pessoas. Tu vês imediatamente que algumas pessoas não querem usar máscaras, mas tu tens de dizer-lhes outra, e outra, e outra vez. É um pouco irritante, mas é parte do nosso trabalho manter as pessoas o mais confortável possível enquanto viajamos, mas também para nós, não pôr-nos em perigo porque, por exemplo, eu tive Covid por causa do meu trabalho, o que é mesmo um risco quando se trabalha num sítio pequeno. Então, um avião é mesmo pequeno e com muitas pessoas, então eu estava a voar em voos de longa duração... eu estava a voar para os Estados Unidos, para Washington, e no caminho de volta, eu apanhei Covid, então eu provavelmente apanhei-o enquanto trabalhava. Trezentas pessoas numa aeronave são realmente muitas pessoas, então há uma boa chance que se alguém está infectado tu também vais ficar infetado, mas assim também há sempre riscos, mas o que podes fazer? É um risco que tu aceitas quando tu fazes este trabalho. As nossas workshops são para estarmos todos de acordo, então todos sabemos o que estamos a fazer e como estamos a tratar os passageiros.

 

 

6.  João Teodoro: What is one thing you have learned about life or about people during the pandemic?

Sarah Ben Mansour: Actually, sadly, that many people are very selfish.  There’s not a lot of joy living this way … wearing masks and being in quarantine and whatever else you have to do.  It’s annoying and a lot of people are selfish and don’t want to do the right thing.  I also don’t want to wear a mask, but I have to at work and I do it for the other people.  I think that sometimes when we do something for others, at least for me, we feel good about it.  Fortunately, there’s a lot of people that do a lot of amazing work by supporting each other and helping one another during this pandemic or whenever else it is necessary, so I’ve seen a lot of people do good things and these people give you hope that there’s not only selfish people, because actually they are the minority, but you notice them more, but in the background of any society, there are good people doing good things.  Thank God for that.

João Teodoro: Qual é a coisa que aprendeu sobre a vida ou sobre pessoas durante a pandemia?

 

Sarah Ben Mansour: Por acaso, infelizmente, que muitas pessoas são egoístas. Não existe muita felicidade quando se vive assim... usando máscaras e estando em quarentena e fazendo o resto do que for preciso. É irritante e muitas pessoas são egoístas e não querem fazer a coisa certa. Eu também não quero usar uma máscara, mas eu preciso de usar uma quando trabalho, e eu faço-o pelas outras pessoas. Eu acho que às vezes quando nós fazemos algo por outras pessoas, pelo menos para mim, nós sentimos-nos bem por isso. Felizmente, existem muitas pessoas que fazem muitas coisas incríveis ao suportar-se uns aos outros durante esta pandémica ou quando for necessário, então eu tenho visto muitas pessoas fazer coisas boas e estas pessoas dão-te esperança de que não existem apenas pessoas egoístas, porque na verdade eles são a menoridade, mas tu notas essas pessoas mais vezes, mas no fundo de qualquer sociedade, existem boas pessoas a fazer coisas boas. Graças a Deus por isso.

 

 

7.  João Teodoro:  Moving forward, what is your biggest concern as we continue to deal with Covid?

Sarah Ben Mansour:  My concern is more on a political level because politicians like to divide people and I don’t like that.  It’s all the finger-pointing … saying that it’s because of other people that there is the pandemic and more people ill and in the hospital and I think that mentality is wrong.  That concerns me a lot.  It makes me feel that that this causes a lot of extreme talk which doesn’t help society.  Instead of being together and helping people, society looks to exclude people and divide them.  That is sad to see, and I hope this will get better in the future.

João Teodoro:  Daqui para a frente, qual é a sua maior preocupação, visto que continuamos a lidar com o Covid?

Sarah Ben Mansour: A minha preocupação é mais a nível político porque os políticos gostam de dividir as pessoas e eu não gosto disso. É o apontar de dedos... dizendo que é por causa das outras pessoas que a pandemia existe e que há mais pessoas doentes e nos hospitais, e eu acho que essa mentalidade é errada. Isso preocupa-me muito. Faz-me sentir que isto causa muitas conversas extremas, o que não ajuda a sociedade. Em vez de estarmos juntos e ajudarmos as pessoas, a sociedade exclui e divide-as. É triste ver isso e eu espero que fique melhor no futuro.

 

8.  Joana Prates: What is the nicest thing you have seen a passenger do and what is the worst thing you have seen a passenger do?

Sarah Ben Mansour:  One of the nicest things was when I had helped a passenger during a flight with little things like translating and making her a bit more comfortable and at the end of the flight, this elderly woman who had been scared… she came up and thanked me a lot and hugged me and offered her prayers for me and the whole crew.  It was an emotional moment.  That was really special.  I will never forget it.  Of course, there are a lot of good things people do.  The worst thing … for me is when people get on the plane drunk and they start insulting others and that’s just horrible.  They cause drama and trouble, but thank God that’s the worst I’ve ever had to deal with.  I really hate that kind of behavior.  I really don’t like it. 

Joana Prates: Qual foi a coisa mais bonita que você ja viu um passageiro fazer e qual foi a pior coisa que você ja viu um passageiro fazer?

Sarah Ben Mansour: Uma das coisas mais bonitas foi quando eu ajudei um passageiro durante um voo com coisas pequenas como tradução e tornando-a um pouco mais confortável e no fim do voo, esta mulher idosa que estava assustada... Ela veio até mim e agradeceu-me muito e abraçou-me e ofereceu as suas orações a mim e à tripulação. Foi um momento emocionante. Foi mesmo especial. Eu nunca o esquecerei.  Claro que há muitas coisas boas que as pessoas fazem. A pior coisa... para mim é quando as pessoas entram bêbedas no avião e começam a insultar as outras pessoas e isso é apenas horrível. Elas causam drama e problemas, mas graças a Deus que isso é o pior com que eu já tive de lidar. Eu realmente odeio esse tipo de comportamento. Eu realmente não gosto disso. 

9.  Joana Prates:  If you were a professor of etiquette, what would you focus on most in your classes? 

Sarah Ben Mansour:  I would… I would concentrate more on being polite … people are getting less and less polite in my opinion, certainly on flights where like… they snap at you… they sometimes say really rude things or they’re like… I understand that sometimes you’re stressed out or something … I would be more like focusing on people being … even if you’re angry or if you’re stressed out about something, like not insulting and being impolite.  It’s not the first thing somebody has to hear because this person for example … this person cannot know that you had a bad day or something and is maybe just asking you something normal, but I think that’s really important and always like “yes, please”… “thank you”, but the thing is there are some cultures where they don’t have the… they don’t have it in their language or culture where they say thank you, please, can I have this thank you, please can I do this, so in some cultures it’s not there, so it’s also not rude, so this etiquette … really depends really on the culture.  I think most cultures have it.  I know that some cultures don’t have it and in their culture it’s not rude at all, so sometimes we also have to relax a little bit … don’t take things too personal if someone says something and just try to see if their deeds are really good and if they don’t act bad or aggressive…

 

Joana Prates:  Se você fosse uma professora de etiqueta o que mais focaria nas suas aulas?

 

Sarah Ben Mansour:  Eu iria … eu iria concentrar-me mais em ser educada… as pessoas estão a ficar cada vez menos educadas na minha opinião, certamente em voos onde tipo… elas atacam-te verbalmente… às vezes dizem coisas realmente rudes ou elas estão tipo… mesmo se tu estiveres zangado ou se estiveres estressado com alguma coisa, como não insultar e ser indelicado.  Não é a primeira coisa que alguém tem que ouvir porque, uma pessoa por exemplo não pode saber que tu tiveste um dia mau ou algo assim e talvez só esteja a perguntar-te algo normal, mas eu acho isso muito importante e sempre tipo “Sim, por favor” … “Obrigado”, mas o problema é que existem algumas culturas onde eles não têm o … eles não têm isso na sua língua ou cultura onde eles dizem obrigado, por favor, posso ter isso, obrigado, por favor, posso fazer isso, então em algumas culturas não existe, então também não é rude, então essa etiqueta … realmente depende muito da cultura.  Acho que a maioria das culturas têm isso.  Eu sei que algumas culturas não têm isso e na cultura deles, não é nada rude, então às vezes também temos que relaxar um pouco… não leves as coisas muito pessoalmente se alguém dizer algo e apenas tenta ver se as suas ações são realmente boas e se não agem mal ou agressivamente. 

 

10.  Joana Prates:  How do most people fail the etiquette test in your opinion?

 

Sarah Ben Mansour:  I think it again falls on selfishness.  People being selfish.  I think this the part that you fail on etiquette.   You fail on being nice… doesn’t matter if you say please or thank you… just that part I think is really important. 

 

Joana Prates:  Como é que a maioria das pessoas falha no teste de etiqueta na sua opinião?

 

Sarah Ben Mansour: Eu penso que o egoísmo é outra vez a causa. Pessoas sendo egoístas. Eu penso que esta é a parte que tu falhas em termos de etiqueta. Tu falhas em ser simpático não importa se disseres "por favor" ou "obrigado"... eu acho que apenas essa parte é mesmo importante.

 

11.  Joana Prates:  Which nationality makes for the best passengers and which nationality makes for the most demanding?

Sarah Ben Mansour: The best nationality? For me, it’s really difficult, because for me there’s no best nationality.  That doesn’t exist.  Every nationality or culture is different, so there’s not any one best nationality.  I also think it’s nice that there are differences because imagine if we were all the same… it’s be a bit boring, so there’s no best nationality and in every nationality I’ve seen people who are too demanding or too rude and also a lot of people who are really nice in their way and being a flight attendant, you really learn with each nationality how they treat you, which is really nice.  So, I also see a lot of differences between Asian cultures and European cultures.  There, you see a lot of differences and it doesn’t mean if they do or don’t do something that they are rude.  The most demanding nationality?  That’s difficult.  For example, we, as Europeans think we are not demanding, yet we are as well.  For me, some of my colleagues say certain nationalities are demanding, but once you talk to the people from all these cultures, you see that people are not all that different.  In my opinion, we, as Europeans are also demanding.  In Dutch, we say that we have to look inside our own chest … sometimes… we have to look at ourselves, so I don’t like finger-pointing and I can’t say there is a best nationality and there is no single nationality that I would call the most demanding.  It simply depends on each individual person. 

   

Joana Prates: Qual nacionalidade tem os melhores passageiros e qual nacionalidade tem os mais exigentes?

 

Sarah Ben Mansour:  A melhor nacionalidade? Para mim, é muito difícil escolher, porque para mim não existe uma melhor nacionalidade. Isso não existe. Cada nacionalidade ou cultura é diferente, então não existe nenhuma que seja a melhor nacionalidade. Eu também penso que é bom que haja diferenças porque imagina se nós fossemos todos o mesmo... seria aborrecido, então não há uma melhor nacionalidade, e em todas as nacionalidade eu vi pessoas que são demasiado exigentes ou demasiado rudes e também muitas pessoas que são muito agradáveis e sendo uma hospedeira de bordo, tu realmente aprendes com cada nacionalidade e como as pessoas dessas nacionalidades te tratam, o que é muito bom. Então, eu também vejo muitas diferenças entre culturas asiáticas e culturas europeias. Ali, tu vês muitas diferenças e isso não significa que se fizerem ou não fizerem algo, eles são rudes.  A nacionalidade mais exigente? Isso é difícil. Por exemplo, nós como europeus pensamos que não somos exigentes, mas mesmo assim nós também o somos. Para mim, alguns dos meus colegas dizem que certas nacionalidades são exigentes, mas assim que falares com as pessoas de todas essas culturas, tu vês que as pessoas não são assim tão diferentes. Na minha opinião, nós como europeus também somos exigentes. Em holandês, nós dizemos que nós temos de olhar dentro do nosso próprio peito... às vezes... nós temos de olhar para nós próprios, então eu não gosto de apontar o dedo e eu não posso dizer que há uma melhor nacionalidade e não há uma nacionalidade que eu chamaria a mais exigente. Isso simplesmente depende de cada pessoa individual.

 

12.  João Rosa:  Outside of Europe, which country would you most likely move to if given the chance?

 

Sarah Ben Mansour:    I don’t know.  I’ve thought, at times, about moving to New York.  I love that city, but also Miami.  I love it.  Also, the Dominican Republic.  I love it there.  I think with moving to another country, there’s a lot of things to consider, outside of thinking about your family.  When you go there, you have to see if you can get a job there easily.  For me, the next continent would be North America … the United States or Canada, because I think those are the easiest places to get a job and to more or less have the same lifestyle.  Also, Morocco, that would also be nice because of the weather.  There are parts of the world I haven’t seen yet like Australia and New Zealand, so I don’t know about them. 

 

João Rosa: Excluindo a Europa, para qual país provavelmente se mudaria se tivesse essa oportunidade?

 

Sarah Ben Mansour:  Eu não sei.  Eu pensei, por vezes, em mudar-me para Nova Iorque.  Eu adoro essa cidade, mas também Miami.  Eu adoro-a.  Também, a República Dominicana.  Eu adoro a vida lá.  Eu acho que ao nos mudarmos para outro pais, há muitas coisas a considerar, sem pensar na tua família.  Quando vais para lá, tu tens de ver se consegues ser contratado lá facilmente.  Para mim, o próximo continente seria América do Norte… Estados Unidos ou Canadá, porque acho que são os países mais fácies de arranjar emprego e tem mais ou menos os mesmos estilos de vida.  Também, Marrocos, isso seria bom por causa do clima.  Há partes do mundo que ainda não vi, tal como a Austrália e a Nova Zelândia, então eu não sei muito sobre elas. 

 

 

13. João Rosa:   If you were a travel agent, which three cities would you insist your customers visit?

 

Sarah Ben Mansour: Oslo in Norway … the capital of Norway.  I love it.  Its really nice there.  Scandinavia is really beautiful with a lot of nature, but also it’s a little bit different from central and southern Europe.  Oslo, for me, is my favorite.  Also, London, London is, for me, one of the best cities … so much diversity, such a vibrant city… so open-minded.  For me, it’s beautiful.  I think, if we stay in Europe, the third city could be Barcelona.  If we go outside of Europe, it would be Miami or New York.  That’s more than three cities, but they are all different, so I like them all.

 

João Rosa:  Se fosse uma agente de viagens, quais seriam as três cidades que recomendaria aos seus clientes para visitar?

 

Sarah Ben Mansour:  Oslo na Noruega … a capital da Noruega, eu adoro-a.  É muito bom lá.  A Escandinávia é realmente muito bonita com muita natureza, mas também é um bocadinho diferente do centro e do sul da Europa.  Oslo, para mim, é a minha favorita.  Também, Londres é para mim uma das melhores cidades, tanta diversidade e uma cidade tão vibrante e com mente aberta.  Para mim é lindo.  Eu penso, que se ficarmos na Europa, a terceira cidade seria Barcelona.  Se visitarmos fora da Europa, poderia ser Miami ou Nova Iorque.  Isso já são mais que três cidades, mas são todas tão diferentes por isso eu gosto delas todas.  

 

 

14.  João Rosa:   How often do you make new friends while you are travelling?  What quality in a person makes you accept them as a new friend? 

 

Sarah Ben Mansour:  I don’t always have a lot of time to stay where I am when I work.  When I have the time, I tend to visit and do sightseeing and also go to local places that aren’t so touristy.  Sometimes you might bump into people that are really interesting.  It can be a student, an engineer or a local worker.  It doesn’t matter, but for me, I like people who like to enjoy life, but also like to talk a lot about different topics and also want to get to know my culture and where I’m from or my interests, but also like to tell me about their cultures.  The exchange of cultures is great.  Of course, humor and kindness are also important to be friends with people and also generosity is nice.  I have ten or fifteen friends that I have made around the world while travelling, so not too many, but I am glad I met them and I am glad that I can call them my friends.

 

João Rosa:  Com que frequência faz novas amizades enquanto viaja?  Que qualidade numa pessoa a faz aceitar uma pessoa como um novo amigo?

 

Sarah Ben Mansour:  Eu nem sempre tenho tempo para ficar onde estou enquanto trabalho.  Quando tenho tempo, eu costumo visitar e fazer turismo e também visitar sítios locais que não são tão turísticos.  Ás vezes, tu podes encontrar pessoas realmente interessantes.  Pode ser um estudante, um engenheiro ou um trabalhador local.  Não importa, mas na minha opinião eu gosto de pessoas que gostam de curtir a vida, mas que também gostem de falar muito sobre diversos assuntos e que também querem conhecer a minha cultura e de onde sou ou até mesmo os meus interesses, mas também gostaria que me contassem sobre as suas culturas.  A partilha de culturas é ótima.  Claro, o humor e a gentileza também são importantes para nos tornarmos amigos das pessoas, e a generosidade também é importante.  Eu fiz cerca de dez a quinze amigos enquanto viajei ao redor do mundo, então não foram muitos, mas estou feliz por tê-los conhecido e estou feliz por poder chamá-los meus amigos.

 

 

15. João Rosa:    What is the best souvenir you have ever picked up while travelling? 

  

Sarah Ben Mansour:  For me, the best souvenir is just being able to travel with my best friend.  So, she’s also working with me as a flight attendant and she is my best friend and we are like sisters and these travels are my best souvenirs for me.  For me, the travelling part, of course, is interesting and beautiful, but if you have someone travelling with you that shares these experiences or can make these experiences even better, it’s really nice.  I think I’m also the kind of person that can make from something small … make it really nice and be happy about it.  I don’t need something to be expensive to be happy about it.  I can be happy sitting around a table on a street corner with some people drinking and laughing which can be better than even going on a tour or something like that.  It’s just the way you view things and put your energy into it.

João Rosa:  Qual é a melhor lembrança que você comprou enquanto viajava?

Sarah Ben Mansour:  Por mim, a melhor lembrança é apenas poder viajar com a minha melhor amiga.  Então, ela também está a trabalhar comigo como uma hospedeira de bordo e ela é a minha melhor amiga, e nós somos como irmãs, e estas viagens são as melhores lembranças para mim.  Por mim, a parte de viajar, obviamente, é interessante e bonita, mas se tiveres alguém a viajar contigo que partilha estas experiências ou que pode fazer estas experiências ainda melhores, é mesmo bom.  Eu acho que também sou o tipo de pessoa que consegue ficar feliz com coisas pequenas... fazê-lo muito bem e ser feliz com isso. Eu não preciso que algo seja caro para ficar feliz com isso. Eu posso ser feliz sentada à volta de uma mesa no canto de uma rua com algumas pessoas a beber e a rir, o que pode ser melhor do que até ir numa tour ou algo assim. É apenas a forma como tu vês as coisas e como tu colocas a tua energia nelas.

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